HORÁCIO NUNES PIRES

HORÁCIO NUNES PIRES | Patrono da cadeira nº 33 | Acadêmica: Sulanger BavarescoNasceu no Rio de Janeiro, na antiga rua Matacavalos, a 3 de março de 1855. Em 1859 foi residir, com a família na cidade de Lages,SC”. Em 1866, aos 11 anos de idade, transferiu-se com a família para a capital, Florianópolis, onde o pai veio lecionar, a convite do Liceu Provincial, extinto pouco tempo depois. Em 1876 casou-se com Flora Paulina da Silva. Exerceu muitos cargos públicos, alguns gratuitos: colaborador da Fazenda Provincial, do Engenheiro da Província e da Secretaria do Governo, delegado literário das escolas da capital, fiscal do Teatro Santa Isabel, secretário dos exames gerais de preparatórios, delegado de Polícia da capital, professor do Liceu de Artes e Ofícios, amanuense e 2º oficial da Secretaria do Governo, diretor da Contabilidade do Tesouro Estadual, diretor Geral da instituição Pública (nomeado a 3 de agosto de 1896 e confirmado no cargo de diretor de Instrução a 29 de dezembro de 1898), Inspetor Geral da Instrução a 1º de janeiro de 1900 e diretor da Escola Normal a 17 de abril de 1910. aplaudido teatrólogo – dramaturgo e comediógrafo, ensaiou, também com grande êxito, a poesia, o folhetim, o romance, o jornalismo. Escreveu peças teatrais-dramas: O pintor, 2 atos; Dolores, 2 atos;Jorge, em 5 atos; Helena, 3 atos; A honra, 4 atos; Maria, 3 atos; Coração de mulher, 3 atos e outros. Comédias: O selo; Uma peça; Onde está a caridade; A filha de Zebedeu; Os raptos; Os coiós; O cxacete; A prima e outros. Publicou “Os bastidores” dramas e comédias. Traduziu peças do francês e também poesias. Poesias: Caridade, Bacante, Primeiro amor, Amor que mata, Agonia, Saudades, Nebulosas, Zinguezagues(anedotas) Monólogos(teatro).Romances: A orgulhosa; Marieta; A leprosa; Juriti; D. João de jaqueta. Traduziu romances do francês e espanhol. Fundou o Jornal do Comércio com José da Silva Cascais, depois passou o comando para Martinho Callado.Escreveu para os jornais da capital: Cacique; Constitucional; Conciliador; Tipógrafo; Operário; Abolicionista;Artista; Imprensa Catarinense; 12 de março; Beija-flor; República; Conservador; Gazeta do sul; Jornal do comércio; O Estado e outros. Usou os pseudônimos “Fulvio Coriolano” e “Helvetius”.Faleceu a 20 de maio de 1919 com 64 anos de idade.O seu soneto “No cemitério” foi incluído por Laudelino Freite, o mestre insigne, em sua coletânea “500 sonetos brasileiros”.